O narguile é formado por uma peça
central, que parece um vaso, onde se coloca a água. Conectada à base está uma
peça cilíndrica que sustenta o fornilho, onde se coloca o tabaco, e em cima do
tabaco, o carvão.
A mangueira, por onde se aspira à fumaça, resfriada pela água, se
encaixa na parte superior do narguile e termina numa
piteira.
Pode haver mais de uma mangueira para várias pessoas fumarem
juntas. Ele funciona quando é aspirado por um tubo que reduz a pressão no
interior do aparelho, fazendo com que o ar aquecido pelo carvão passe pelo
fumo, produzindo à fumaça.
Recentes estudos, inclusive, indicam que seu uso pode ser ainda pior
para a saúde do que o cigarro.
Além do mais, a Organização Mundial de Saúde alerta que a fumaça
do narguile contém inúmeras toxinas que podem causar câncer de
pulmão, doenças cardíacas entre outras.
E que, em uma sessão de narguile que pode durar
de vinte minutos à uma hora a quantidade de
fumaça inalada corresponde à mesma inalada ao se fumar 100 cigarros comuns.
Contrapondo estes estudos, Kamal Chaouachi, pesquisador em socio-antropologia
e tabacologia, entende que, embora o narguile tenha efeitos nocivos à saúde, é possível que eles
sejam menores que os do cigarro (por exemplo, em relação ao câncer de pulmão).
Ele tece ainda severas críticas aos principais estudos sobre o narguile (inclusive à nota da Organização Mundial de Saúde
citada acima).
Segundo ele, a maioria deles tem problemas metodológicos (como não
distinguir entre usuários exclusivos e os que são fumantes ou ex-fumantes de
cigarros) e ignoram os resultados de importantes estudos sociológicos,
etnológicos e antropológicos sobre o assunto.